IGP-M sobe 1,57% em setembro e pressiona custos de pequenos negócios
Indicador acumula alta de 3,45% no ano e 3,34% em 12 meses, com impacto maior no atacado e no varejo.
- IGP-M passou de deflação para alta de 1,57% em setembro.
- Atacado e varejo registraram altas após quedas no mês anterior.
- Empresas precisam revisar custos e preços para manter margens.
O IGP-M voltou a registrar alta de preços em setembro, após queda no mês anterior. O indicador passou de deflação de 0,22% em agosto para inflação de 1,57% no mês seguinte.
O que mudou nos componentes do índice
A variação foi puxada principalmente pelo IPA, que mede preços no atacado. Esse subíndice saiu de queda de 0,34% para alta de 2,08%. O IPC, que reflete o varejo, também mudou de direção: de deflação de 0,41% para alta de 0,50%. Já o INCC, ligado à construção, registrou alta mais moderada, de 0,25% contra 0,41% no mês anterior.
No acumulado, o IGP-M chega a 3,45% no ano e 3,34% em 12 meses. No mesmo mês do ano anterior, as variações haviam sido menores.
Impacto prático para quem empreende
Para pequenos negócios, a alta significa custos mais elevados na compra de mercadorias e insumos. Empresas que revendem produtos no varejo ou trabalham com construção civil precisam revisar preços de venda e margens para não perder rentabilidade.
- Acompanhar os reajustes de fornecedores se torna essencial para planejar compras.
- Negociar prazos ou buscar alternativas de fornecedores pode ajudar a conter o impacto.
- Revisar a precificação dos próprios produtos evita que o aumento de custos coma o lucro.
O indicador serve como termômetro para contratos e reajustes, influenciando diretamente o dia a dia de quem administra estoque e fluxo de caixa.
Com informações de Agência Brasil. Conteúdo adaptado sob a licença CC BY 4.0.