Iniciativa no Amapá forma mulheres e impulsiona negócios em comunidades
Projeto leva capacitação em ofícios como costura e tranças até territórios quilombolas e ribeirinhos, ajudando participantes a abrirem empreendimentos locais
- Mais de 360 mulheres já receberam formação e ferramentas para trabalhar
- 70% das participantes abriram negócios próprios após os cursos
- Renda gerada permanece nas comunidades quilombolas e ribeirinhas
Uma ação que leva formação diretamente a comunidades quilombolas e ribeirinhas do Amapá tem ajudado mulheres pretas, pardas e periféricas a criarem fontes de renda sem precisar sair de seus territórios.
Formação que chega até as comunidades
O trabalho começou em 2013 e consiste em levar equipes até os locais para ensinar corte e costura, tranças, maquiagem e biojoias. Ao final dos cursos, as participantes recebem ferramentas para começar a atuar e vendem o que produziram dentro da própria comunidade.
Cerca de 70% das mais de 360 mulheres já qualificadas conseguiram abrir seus próprios negócios. O acompanhamento continua depois da formação, mantendo uma rede ativa entre as participantes.
Circulação de renda no território
Quando as mulheres passam a comprar, vender e contratar serviços perto de casa, o dinheiro fica circulando dentro da comunidade. Isso fortalece a economia local e abre caminho para que outras pessoas também comecem a empreender.
A parceria com o Sebrae ajudou a ampliar o alcance do projeto e a aprimorar a metodologia, combinando geração de renda com o resgate de identidade cultural negra e amazônica.
- Mulheres conseguem pagar cursos dos filhos ou comprar eletrodomésticos com a própria renda
- Algumas passam a atender demandas locais, como costura para eventos
- A autoestima elevada contribui para que as empreendedoras se mantenham no mercado
O que muda na prática para pequenos negócios
Iniciativas como essa mostram que a qualificação entregue no próprio território pode aumentar o número de microempreendedores em regiões periféricas. Para donos de pequenos negócios, isso representa mais clientes potenciais próximos, maior circulação de recursos na região e a possibilidade de formar parcerias com profissionais que surgem dentro da comunidade.
No Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, celebrado em 5 de outubro, campanhas como Compre do Pequeno reforçam a importância de valorizar esses empreendimentos para fortalecer a economia local.
Com informações de Agência Sebrae.