Internacionalização de startups: como a Key2Enable chegou a 16 países
A trajetória da empresa mostra como programas de apoio e adaptações locais podem abrir portas para pequenos negócios no exterior.
- A Key2Enable está presente em mais de 16 países graças ao apoio do Sebrae.
- Participar de eventos internacionais abriu portas e gerou parcerias estratégicas.
- Adaptar a solução ao contexto local foi essencial para o sucesso da expansão.
A Key2Enable concluiu, em 15 de outubro, a expansão de sua solução de inclusão para mais de 16 países, demonstrando na prática o que a internacionalização de startups pode significar para pequenos negócios. O apoio do Sebrae foi decisivo para mapear mercados, criar conexões estratégicas e adaptar a oferta a diferentes contextos, mostrando que a jornada além‑fronteiras exige planejamento e flexibilidade.
## Como a Key2Enable iniciou a internacionalização?
A ideia de levar a tecnologia brasileira ao exterior surgiu em 2017, após uma palestra do Sebrae em Minas Gerais. Sem um plano definido, a empresa buscava entender quais mercados tinham demanda por soluções de autonomia para pessoas com deficiência. Em 2018, durante uma imersão na Singularity University, o pitch da startup atraiu o primeiro investimento internacional, abrindo caminho para a participação no StartOut Santiago em 2019, iniciativa conjunta de ApexBrasil, Sebrae e outras instituições.
## Quais foram os principais desafios e aprendizados?
A principal dificuldade foi identificar onde começar e como apresentar a solução em contextos diferentes. A experiência mostrou que, embora a necessidade de inclusão seja global, a forma de atendê‑la varia de país para país. “É preciso ouvir as escolas, os profissionais e os parceiros locais”, destaca o CEO José Rubinger. Missões internacionais ajudaram a adaptar a estratégia, encontrar interlocutores estratégicos e definir prioridades de expansão.
## O que mudou na prática para pequenos empreendedores?
A trajetória da Key2Enable evidencia três pontos úteis para quem deseja internacionalizar:
- Participar de eventos e programas de apoio (como os do Sebrae) pode abrir portas para novos mercados.
- Adaptar a solução ao contexto local é essencial; ouvir parceiros e clientes estrangeiros evita erros de posicionamento.
- O reconhecimento em feiras internacionais (por exemplo, o Supernova Challenge na GITEX, Dubai) gera credibilidade e facilita parcerias estratégicas.
Hoje, a startup atua em Emirados Árabes Unidos, Índia, Armênia, Espanha, Portugal, Porto Rico, Iraque, Qatar e Turquia, e já prepara projetos‑piloto no Canadá. A experiência reforça que a internacionalização não depende apenas de um grande investimento, mas de uma rede de apoio, da capacidade de adaptação e do trabalho contínuo após o primeiro contato.
Para pequenos negócios, a lição é clara: eventos internacionais podem ser o ponto de partida, mas o sucesso vem da preparação, da escuta ativa e da construção de relacionamentos locais.
Perguntas e respostas
Como o Sebrae pode ajudar meu pequeno negócio a internacionalizar?
O Sebrae oferece programas, missões e capacitações que ajudam a entender novos mercados e a criar conexões estratégicas.
Qual o primeiro passo para iniciar a internacionalização?
Participar de eventos ou programas de apoio que permitam conhecer o mercado-alvo e validar a demanda.
É necessário adaptar o produto para cada país?
Sim, ouvir parceiros locais e ajustar a oferta às necessidades específicas de cada mercado aumenta as chances de sucesso.
Com informações de Agência Sebrae.