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Pequenos negócios e MEI

Perdão de dívidas para MEIs pode aliviar finanças e reduzir custos

Projeto de lei prevê perdão de débitos inscritos até outubro de 2026, beneficiando milhões de microempreendedores

13/10/2026 2 min de leitura
Perdão de dívidas para MEIs pode aliviar finanças e reduzir custos
Foto: https://kaboompics.com/ / Pexels (imagem ilustrativa)
Em resumo
  • Perdão abrange dívidas inscritas até 13 de outubro de 2026
  • Impacto fiscal estimado em R$ 3,04 bilhões entre 2027 e 2029
  • Benefício exige pagamentos em dia por seis meses após vigência

O governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar que prevê o perdão de dívidas para microempreendedores individuais (MEIs) inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. A proposta, divulgada em 13 de outubro de 2026, tem impacto fiscal estimado em R$ 3,04 bilhões entre 2027 e 2029 e busca aliviar as finanças de milhões de pequenos negócios.

O que muda para os MEIs com o perdão de dívidas?

Com o perdão, os MEIs terão suas dívidas principais, juros, multas e encargos legais cancelados, desde que cumpram algumas condições. Entre elas, está a manutenção dos pagamentos mensais do MEI durante seis meses após o início da vigência da lei, prevista para 1º de janeiro de 2027, caso o projeto seja aprovado. Além disso, o empreendedor deve renunciar a disputas judiciais relacionadas aos débitos perdoados.

Se o MEI voltar a ficar inadimplente nesse período, o benefício será cancelado. A regulamentação detalhada ficará a cargo da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Qual o impacto fiscal e administrativo dessa medida?

O Ministério da Fazenda informou que o perdão de dívidas resultará em uma renúncia de receita de R$ 3,04 bilhões distribuída em três anos: R$ 1,12 bilhão em 2027, R$ 1,01 bilhão em 2028 e R$ 909 milhões em 2029. Essa renúncia não exigirá medidas compensatórias, conforme o texto do projeto.

A justificativa para o perdão inclui o alto custo administrativo para o governo na cobrança dessas dívidas e a baixa perspectiva de recuperação, já que a maior parte dos débitos dos MEIs inscritos na Dívida Ativa da União, que somam R$ 12,86 bilhões, são considerados de difícil ou impossível recuperação.

Como os pequenos negócios podem se preparar para essa mudança?

Para os microempreendedores, essa medida representa uma oportunidade de limpar o nome e reduzir custos financeiros que podem comprometer a saúde do negócio. É importante manter os pagamentos do MEI em dia após a aprovação da lei para garantir o benefício.

Além disso, o perdão pode facilitar o acesso a crédito e melhorar a gestão financeira, já que elimina dívidas com a União que pesam no orçamento. Os empreendedores devem acompanhar a aprovação do projeto e a regulamentação para entender como solicitar o perdão.

  • Dívidas perdoadas incluem principal, juros, multas e encargos legais
  • Benefício exige regularidade nos pagamentos do MEI por seis meses
  • Projeto prevê impacto fiscal de R$ 3,04 bilhões entre 2027 e 2029

Essa iniciativa pode ser um alívio para muitos microempreendedores, permitindo que foquem no crescimento e na sustentabilidade do negócio sem o peso das dívidas antigas.

Perguntas e respostas

Quem pode ter direito ao perdão de dívidas para MEIs?

Microempreendedores com dívidas inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026 e que mantenham os pagamentos do MEI em dia por seis meses após a vigência da lei.

O que acontece se o MEI ficar inadimplente após o perdão?

O perdão será cancelado caso o empreendedor volte a ficar inadimplente durante o período exigido.

Quando a lei do perdão de dívidas para MEIs pode entrar em vigor?

Se aprovada pelo Congresso, a lei pode valer a partir de 1º de janeiro de 2027.

Com informações de Agência Brasil. Conteúdo adaptado sob a licença CC BY 4.0.

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