Rede em Tatuí reutiliza roupas e fortalece artesãs locais
Modelo de economia circular envolve sete parceiras e já gerou R$ 15 mil em coleções, além de movimentar R$ 50 mil em feira de pequenos negócios
- Rede com sete artesãs e costureiras já vendeu mais de 8 mil peças.
- Feira trimestral movimentou R$ 50 mil para pequenos negócios locais.
- Modelo inclui triagem de roupas e apoio a mulheres em vulnerabilidade.
Em Tatuí, uma empreendedora identificou que muitas roupas ainda em bom estado eram descartadas sem necessidade. A partir dessa observação, surgiu uma iniciativa que transforma essas peças por meio de reparos e intervenções criativas, envolvendo técnicas como bordado, crochê e costura.
O trabalho é realizado em parceria com cinco artesãs e duas costureiras da região. Até o momento, foram criadas mais de 15 coleções, que geraram mais de R$ 15 mil em vendas. O modelo também inclui triagem de peças recebidas: 10% vão para comercialização, 20% são destinadas a uma loja social e 70% seguem para reciclagem ou remanufatura.
Impacto na comunidade local
Além das coleções, a iniciativa organiza a Feira Jardim das Relíquias a cada três meses. O evento reúne brechós, sebos e pequenos empreendedores, que vendem diretamente seus produtos. A feira já movimentou cerca de R$ 50 mil, mantendo recursos dentro da cidade.
O projeto busca preparar as artesãs para atuarem como multiplicadoras, transmitindo conhecimentos a outras mulheres em situação de vulnerabilidade. Dessa forma, o modelo amplia oportunidades de renda e mantém o dinheiro circulando no território.
O que muda na prática para pequenos negócios
- Pequenos empreendedores podem participar de feiras locais para vender sem intermediários.
- Artesãs e costureiras têm chance de integrar redes que valorizam técnicas manuais e geram novas fontes de receita.
- Negócios da região ganham visibilidade ao se conectar com iniciativas que priorizam o consumo consciente e a circulação de recursos locais.
A proposta mostra que a circularidade pode ser aplicada por microempreendedores, desde que haja organização em rede e foco no reaproveitamento de materiais já existentes.
Com informações de Agência Sebrae.